As cartas que Marta escreveu
Pois fora você que de lapis na mão preferiu o silêncio
Agora me ilude cantando versos que alguém escreveu
chega assim diferente, cheirando aguardente, suor e cigarro
procura meu corpo, no meio da noite, exigindo um afago.
Pois fora você que sorriu com desdém da minha saudade
quando se deitou, se deliciou das camas da cidade
agora quer colo, quer sentir o cheiro desta pobre moça
cale teu violáo. Não lhe dou meu perdão. Ainda tenho forças
pois o não que invergo, como minha bandeira, como um fardo pesado
por dizer mais que não: digo-lhe não, por favor e obrigado
Pois fora você que de lapis na mão preferiu o silêncio
Agora me ilude cantando versos que alguém escreveu
chega assim diferente, cheirando aguardente, suor e cigarro
procura meu corpo, no meio da noite, exigindo um afago.
Pois fora você que sorriu com desdém da minha saudade
quando se deitou, se deliciou das camas da cidade
agora quer colo, quer sentir o cheiro desta pobre moça
cale teu violáo. Não lhe dou meu perdão. Ainda tenho forças
pois o não que invergo, como minha bandeira, como um fardo pesado
por dizer mais que não: digo-lhe não, por favor e obrigado


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