um universo em um verso...
eu vejo sombras nos olhos humanos
dia após dia vão se devorando
que mata de fome, que mata de medo
que mata por fome, que mata por medo
arde o corpo inteiro de puro desejo
confessa e condena a própria vontade
mas é seu escravo; sim, de fato
vejo correntes que arrastam pedras
e a servidão nos condena à miséria
mas você é burguês desconhece a favela
só enxerga o mundo da própria janela
sonhou: paraiso, muralha, aguardente
viveu "preciso um cigarro" reticente!
uns ainda partindo
outros por tanto ficando
universos se reconstruindo
outros se despedaçando
um homem sentou-se perdido no tempo
uma tempestade, seu corpo no vento
tombando vencido num chão de cimento
perdendo a partida pro envelhecimeno
dia após dia vão se devorando
que mata de fome, que mata de medo
que mata por fome, que mata por medo
arde o corpo inteiro de puro desejo
confessa e condena a própria vontade
mas é seu escravo; sim, de fato
vejo correntes que arrastam pedras
e a servidão nos condena à miséria
mas você é burguês desconhece a favela
só enxerga o mundo da própria janela
sonhou: paraiso, muralha, aguardente
viveu "preciso um cigarro" reticente!
uns ainda partindo
outros por tanto ficando
universos se reconstruindo
outros se despedaçando
um homem sentou-se perdido no tempo
uma tempestade, seu corpo no vento
tombando vencido num chão de cimento
perdendo a partida pro envelhecimeno


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