Monday, May 14, 2007
Thursday, May 10, 2007
Elas
elas eram duas deusas que eu encontrei por acaso
uma tinha olhos de princesa a outra um sorrizo de fada
alheias ao mundo dos homens
mundo masculino e decadente
femininas que são, tão belas
unidas em um beijo quente
sorrindo ela me mostra os dentes
felina, seus olhos encantam
abraçadas elas são sereias
unindo seios que se amam
sopra a furia de novos tempos
os dias vam se reformulando
e no presente lutam contra o vento
e alguns preconceitos humanos
elas eram duas deusas
que, por sorte, encontrei por acaso
me encantei pelos olhos de princeza
me perdi no sorrizo de fada
uma tinha olhos de princesa a outra um sorrizo de fada
alheias ao mundo dos homens
mundo masculino e decadente
femininas que são, tão belas
unidas em um beijo quente
sorrindo ela me mostra os dentes
felina, seus olhos encantam
abraçadas elas são sereias
unindo seios que se amam
sopra a furia de novos tempos
os dias vam se reformulando
e no presente lutam contra o vento
e alguns preconceitos humanos
elas eram duas deusas
que, por sorte, encontrei por acaso
me encantei pelos olhos de princeza
me perdi no sorrizo de fada
letras; hermetico
é força e furia o som da minha viola
que leva aos quatro cantos do mundo
o grito que carrego no peito
anda calado, mas nao mudo
conservo os sohos de menino
me reservo a amar a distancia
minha rede uma vaga lembrança
que teimoso ainda trago comigo
na palidez das almas da cidade
cada olhar frio e desumano
toda estupidez bem comportada
endurecida pelos anos
meu coração anda torto
anda amando ja qualquer desejo
anda desesperando de medo
anda mergulhado em solidão
esperando saciar o meu corpo
anda tateando entre os olhares
e navega perdido nos mares
mas naufraga em tanta solidão
ainda junto esperança e vontade
ainda falo de mim sem saber
ainda sonho, ainda sinto saudade
ainda penso gostar de viver
salto de ponto a outro e o futuro
é o vazio tão cheio de si
dia a dia levanto esse muro
e me isolo pra dentro mim
que leva aos quatro cantos do mundo
o grito que carrego no peito
anda calado, mas nao mudo
conservo os sohos de menino
me reservo a amar a distancia
minha rede uma vaga lembrança
que teimoso ainda trago comigo
na palidez das almas da cidade
cada olhar frio e desumano
toda estupidez bem comportada
endurecida pelos anos
meu coração anda torto
anda amando ja qualquer desejo
anda desesperando de medo
anda mergulhado em solidão
esperando saciar o meu corpo
anda tateando entre os olhares
e navega perdido nos mares
mas naufraga em tanta solidão
ainda junto esperança e vontade
ainda falo de mim sem saber
ainda sonho, ainda sinto saudade
ainda penso gostar de viver
salto de ponto a outro e o futuro
é o vazio tão cheio de si
dia a dia levanto esse muro
e me isolo pra dentro mim
Wednesday, May 09, 2007
letras: A Dança das Palavras
escondido nas barras da saia de qualquer mulher
eu sou um universo de magoa
que desagua num porto qualquer
como o tal poeta vagabundo
danço no viaduto
com um verso na mão me oriento
enquanto enfrento o mundo
eu sempre me coloquei no peso das palavras
eu não digo tudo que penso pois eu tambem penso errado
a solidão me apavora como um campo minado
a maldição do poeta é ser demasiado coração
minhas verdades tão frageis por fim são só vaidade
divido minha alma entre a esperança e a saudade
e meu desespero é topar de frente com a realidade
mas meu aconchego são os braços sinceros da eternidade
eu nunca jurei, me confessei, ou fui amado
o peso dos dias carrego nos ombros cansados
tentando domar o prazer nas redeas da vontade
eu ando comprando ilusão maqueando a realidade
mas agorão não
eu sou um universo de magoa
que desagua num porto qualquer
como o tal poeta vagabundo
danço no viaduto
com um verso na mão me oriento
enquanto enfrento o mundo
eu sempre me coloquei no peso das palavras
eu não digo tudo que penso pois eu tambem penso errado
a solidão me apavora como um campo minado
a maldição do poeta é ser demasiado coração
minhas verdades tão frageis por fim são só vaidade
divido minha alma entre a esperança e a saudade
e meu desespero é topar de frente com a realidade
mas meu aconchego são os braços sinceros da eternidade
eu nunca jurei, me confessei, ou fui amado
o peso dos dias carrego nos ombros cansados
tentando domar o prazer nas redeas da vontade
eu ando comprando ilusão maqueando a realidade
mas agorão não


