A Despedida...
Hoje é um dia comum para tantos por este vasto mundo.
Cada janela uma história.
Um universo abriga bilhões de universos,
que nunca se cruzam, nunca se beijam.
Estou preso a meus preconceitos ainda....
liberdade é palavra imprecisa e delicada
as portas do mundo estão fechadas,
mas não para mim, para todos.
Um dia, mais um dia, e logo será noite
A morte se apresenta tão palpavel
que passo a pensar nela de forma amigavel.
morrer é preciso; impreciso é viver...
um intervalo de dor entre dois apagões
um antes de nascer, outro depois de morrer
como o ser vazio que habita este ser
navega por mares, por tempestades
e não encontra ninguém, além talvez do espelho
que é tão feio que já não quer ver.
a imagem no espelho é você
por que não se reconhece? Desmerece este ser,
o ser quer habita você.
hoje é só mais um dia a contar da terra
e a terra é este ser cheio de vida,
que independe da sua, persiste em viver
um guarda chuva a tira-colo, eis que me surge um poema
mas sinto poesia nas coisas, não nos seres.
seres são demasiados pequenos
como o seu vizinho que insiste, no fim da tarde
sentado na calçada, falar sobre você
como se pudesse, se lhe compreendesse
condena sua postura.
e se esquece de olhar para dentro do própio muro
muro que esconde o quanto é bizarro
mas me retiro para além do homem
onde encontro meu repouso
no que há de profundo na existência
e me despeço deste mundo
sem ter sido este ser moribundo que habita o meu ser.
beijos para os que permanecem vivos
talvez devam redefinir o que chamam de vida
o carro ilustrado,
um novo sapato,
outro namorado,
é isto que chama viver?
Cada janela uma história.
Um universo abriga bilhões de universos,
que nunca se cruzam, nunca se beijam.
Estou preso a meus preconceitos ainda....
liberdade é palavra imprecisa e delicada
as portas do mundo estão fechadas,
mas não para mim, para todos.
Um dia, mais um dia, e logo será noite
A morte se apresenta tão palpavel
que passo a pensar nela de forma amigavel.
morrer é preciso; impreciso é viver...
um intervalo de dor entre dois apagões
um antes de nascer, outro depois de morrer
como o ser vazio que habita este ser
navega por mares, por tempestades
e não encontra ninguém, além talvez do espelho
que é tão feio que já não quer ver.
a imagem no espelho é você
por que não se reconhece? Desmerece este ser,
o ser quer habita você.
hoje é só mais um dia a contar da terra
e a terra é este ser cheio de vida,
que independe da sua, persiste em viver
um guarda chuva a tira-colo, eis que me surge um poema
mas sinto poesia nas coisas, não nos seres.
seres são demasiados pequenos
como o seu vizinho que insiste, no fim da tarde
sentado na calçada, falar sobre você
como se pudesse, se lhe compreendesse
condena sua postura.
e se esquece de olhar para dentro do própio muro
muro que esconde o quanto é bizarro
mas me retiro para além do homem
onde encontro meu repouso
no que há de profundo na existência
e me despeço deste mundo
sem ter sido este ser moribundo que habita o meu ser.
beijos para os que permanecem vivos
talvez devam redefinir o que chamam de vida
o carro ilustrado,
um novo sapato,
outro namorado,
é isto que chama viver?


